Como corrigir arquivos Mp3 com tempo incorreto?

Enviado por Renan, seg, 21/02/2011 - 02:24

Eu tinha um sério problema com algumas músicas Mp3 que baixava ou alguém me passava: algumas delas vinham com o tempo totalmente errado. A música tinha pouco mais de 5 min mas o tempo indicado era 2min ou até mesmo 3 segundos. Descobri que isso acontece quando informações sobre o cabeçalho e o bitrate da música não são mutuamente correspondentes.

Fui atrás de algum programa que tinha o objetivo de corrigir esses arquivos Mp3 defeituosos e acabei me esbarrando no VBRFix. Neste site há a versão com interface gráfica em QT. Nos repositórios de pacotes do Debian, também há uma versão disponível. Esta, porém, não possui interface gráfica, é somente modo texto. Mas nem por isso é diferente ou deixa de funcionar.

Neste post somente abordarei sobre a versão em modo texto que, nas distribuições derivadas do Debian (Ubuntu, Mint, Aptosid, etc) pode ser instalada com o comando:

$ sudo apt-get install vbrfix

Depois para a correção dos arquivos, é somente executar o comando:

$ vbrfix -always arquivo.mp3 arquivo_backup.mp3

A tag -always sempre corrigirá o arquivo, não importa se ele é CBR (bitrate constante) ou VBR (bitrate variável). Logo após, vem o nome do arquivo a ser corrigido e em seguida o nome do arquivo de backup que será criado, ou seja, uma cópia do arquivo não corrigido. Depois de executar, novo arquivo corrigido estará disponível para uso.

História da Computação

Enviado por Renan, sab, 05/02/2011 - 02:19

Muitas pessoas acreditam que a palavra “computador” é nova: inventada para nomear as máquinas que nos dias atuais são de extrema importância em praticamente todas as áreas humanas, desde medicina, passando pela área bancária e indo até os portáteis celulares e smartphones.

Porém ela é muito mais antiga que isso. O primeiro registro do uso da palavra “computador” data de 1613 e era usada para se referir às pessoas que realizavam cálculos (ou computações). Esse sentido ficou em voga até a metade do século XX. A partir do final do século XIX, começou a assumir o sentido mais recente, de máquinas que realizam cálculos e potencializam a mente humana.

Aproximadamente dois anos atrás escrevi um post em meu antigo blog sobre o esgotamento de endereços IPv4. Na época, simulações mostravam que não haveriam mais endereços IPv4 disponíveis a partir de dezembro de 2010. As simulações quase acertaram: os endereços acabaram agora, dia 1 de fevereiro de 2011!

Já vi algumas pessoas dizendo “E agora!! A internet vai deixar de funcionar?!!1?1”. Não, não vai. Ela ainda irá funcionar como sempre funcionou. A questão é que se nada fosse feito, acessar a internet seria uma verdadeira “dança das cadeiras”: uma ou mais pessoas ficariam sem poder acessar a rede mundial porque todos os endereços disponíveis estão em uso, não sobrando nenhum pra elas (até o momento que alguém se desconecte e libere alguns endereços).

Para salvar o mundo das cáries dessa terrível ameaça que é não conseguir ficar conectado 24 horas, foi desenvolvido a nova versão do protocolo de internet: o IPv6. Mas as nossas grandes e qualificadas operadoras de telefonia já suportam o novo protocolo da Internet? Eu testei com minha conexão banda larga da Oi (ex-Brasil Telecom) e a resposta você encontra nesse post!

HD externo: uma dica barata e eficiente

Enviado por Renan, sex, 07/01/2011 - 20:11

Se você está precisando de um HD externo, portátil, para levar seus (grandes) arquivos contigo onde for e não quiser gastar uma fortuna, neste post eu farei uma pequena resenha da gaveta externa que possibilita o uso de HDs de 2.5 polegadas (pra notebook) como se fossem "gigantescos pendrives".

Introdução ao Drupal: Uma dose homeopática

Enviado por Renan, qua, 25/08/2010 - 17:24

Finalmente criei uma conta no Slideshare para publicar as apresentações que fiz(e que irei fazer num futuro (não) muito próximo). A primeira delas é a publicação (depois de quase 1 ano de atraso :P) da apresentação que fiz sobre o Drupal no 2° Workshop do PHPMS em 2009.

O tema abordado foi simples: um apanhado geral de como o Drupal funciona, desde o front-end (aquilo que o "usuário" vê) até o back-end (aquilo que o programador, às vezes, xinga). Tudo foi abordado de uma forma relativamente leve para quem nunca utilizou o Drupal para criação de sites.

No meio da apresentação fiz uma demonstração ao vivo do Drupal, mas esta não está disponível para visualização. Enfim, a seguir, a apresentação, espero que gostem!

Apache: PHP não funciona com mod UserDir

Enviado por Renan, qui, 29/07/2010 - 17:32

Mais uma dica pra quem utiliza a família Debian de distribuições e desenvolve em PHP: como habilitar a execução de scripts PHP na sua pasta public_html. Aparentemente este suporte está vindo desabilitado por padrão nas distribuições que utilizam o Debian como base. Antes de tudo, estou assumindo que você já tenha o Apache e o PHP instalados, configurados e funcionando.

A vantagem de se utilizar o mod_userdir do Apache é aumentar a segurança do seu sistema ao mesmo tempo que facilita a manipulação de arquivos. Tudo que estará dentro da pasta public_html presente na sua pasta Home será publicado pelo Apache, automaticamente.

Rode os comandos seguintes comando como root. Primeiramente, vamos habilitar o mod_userdir:

# a2enmod userdir

O script habilitará o módulo e pedirá para reiniciar o Apache. Em seguida, crie a pasta public_html utilizando seu usuário normal, dentro da sua Home e defina as permissões dela:

  1. $ mkdir public_html
  2. $ chmod 711 public_html

Em seguida, como root, defina as permissões das pastas Home(este é um detalhe crucial):

# chmod 711 /home /home/[seu_login]

Próximo passo é habilitar a execução de scripts PHP via mod_userdir. Para isso, como root, abra o arquivo /etc/apache2/mods-enabled/php5.conf e encontre as seguintes linhas:

  1. <IfModule mod_userdir.c>
  2.   <Directory /home/*/public_html>
  3.     php_admin_value engine Off
  4.   </Directory>
  5. </IfModule>

Comente-as, colocando um # na frente de cada uma. Salve e feche o arquivo. Em seguida reinicie o Apache executando como root:

# /etc/init.d/apache2 restart

Pronto! Você já pode rodar suas aplicações PHP dentro do seu diretório public_html, sem se preocupar mais em utilizar gambiarras para escrever/ler no diretório padrão /var/www. ;)

Recarregar tabela de partição sem reiniciar o Linux

Enviado por Renan, ter, 20/07/2010 - 21:26

Depois de comprar um HD novo de 500Gb para meu notebook(o antigo de 120Gb não estava mais dando conta da demanda) resolvi particioná-lo para instalar meus sistemas operacionais. Como de costume, primeiro instalei o Windows(mesmo que queira, em certas situações é impossível não tê-lo) e em seguida a distribuição que estou utilizando no momento(Sidux, Debian Sid estabilizado, rolling-release, recomendo).

Depois de tudo no disco, instalado e configurado, notei que tinha esquecido de criar partições para instalação do Gentoo(acho que ele irá me salvar pra gerar um compilador GCC cruzado(ou crosscompiler)) e a partição de "troca" (ou backup, ou de arquivos, enfim) para compartilhar arquivos entre os Linuxes(tá certo?) e o Windows. Abri o KDE Partition Manager (afinal KDE > Gnome ;) ) e criei a primeira partição ext4. Criar a partição ele criou, mas não conseguiu formatar ou fazer outro tipo de operação.

Depois de vasculhar um pouco, notei que o linux não estava listando o recurso da partição no /dev. Tinham todas outras partições(/dev/sda1, /dev/sda2, /dev/sda5, etc) mas a /dev/sda8(por exemplo) não estava lá. Depois de reiniciar o sistema, ela apareceu. Acredito que o kernel, ao iniciar, lê a tabela de partição e cria os recursos, coisa que não acontece(pelo menos automaticamente) em tempo de execução.

Se não dá pra fazer automaticamente, dá pra fazer manualmente! :)

Encontrei 3 métodos que "forçam" o Kernel a reler a tabela de partição do HD e repopular os identificadores delas no /dev. Vamos a elas:

Partprobe

Este é um programa que tem como objetivo fazer o kernel reler a tabela de partições de um dispositivo(HDs, pendrives, etc) em tempo de execução. Para isso, instale em sua distribuição utilizando as ferramentas de pacotes disponíveis(no meu caso, é o apt-get do Debian):

# apt-get install partprobe

Em seguida, execute o partprobe como root indicando qual dispositivo deseja reler a tabela de partição:

# partprobe /dev/sdX (Onde X é a letra do seu dispositivo)

Pronto! O sistema já deve ter reconhecido as partições novas! Basta voltar ao programa particionador e formatar/nomear/etc sua partição criada.

Hdparm

Caso o Partprobe não funcione, é possível realizar o mesmo procedimento utilizando o Hdparm, que é um utilitário geral de discos-rígidos. Para isso, execute o seguinte comando como root:

#  hdparm -z /dev/sdX (Onde X é a letra do seu dispositivo)

Via interface do Kernel

Essa dica não utiliza nenhum dos programas anteriores pois acessa o Kernel diretamente: desta forma, não há nenhum tratamento de erros caso aconteça alguma caca ao reler sua tabela de partições. Dica somente para usuários avançados do sistema :).

Como root, envie o seguinte sinal para a interface do kernel:

# echo 1 > /sys/block/sdX/device/rescan (Onde X é a letra do seu dispositivo)

Em seguida, cheque via o dmesg se o kernel está realizando a releitura da tabela de partição do dispositivo.

Depois disso sua(s) partição(ões) devem estar reconhecidas e habilitadas dentro do /dev, sendo possível formatá-las, nomeá-las e até montá-las, e inclusive até já começar a utilizá-las(Endóclise FTW)!

Bom, fica a dica para administradores de sistemas/servidores Linux caso precisem mexer com partições e quiserem evitar ao máximo o downtime que um simples reboot pode trazer. ;)

Sis 671/771: Driver corrigido para Xorg 7.4 ou maior

Enviado por Renan, dom, 04/07/2010 - 23:55

Sou uma das infelizes pessoas que possuem uma placa de vídeo Sis 671 e usa Linux. Porém no início do ano, quando atualizei minha distribuição(Sidux), o Xorg foi atualizado para a versão 7.5. A partir disso, o driver para a Sis quebrou na nova versão.

Depois de alguns dias hackeando pelo fonte do driver modificado do Thomas Winischhofer(depois corrigido pelo Bartlomiej Gerlich), eu finalmente consegui arrumar os erros e consegui compilar o driver e fazê-lo rodar com o Xorg 7.4 e 7.5.

Como a versão do Bartlomiej era 0.9, eu decidi "nomear" minha versão como 0.9.1, por causa dessa pequena correção que fiz. Fiquem autorizados a ver, usar e compartilhar o código modificado para rodar em sua distribuição. Fica aqui minha pequena retribuição a comunidade. ;)

http://rapidshare.com/files/344102632/xorg-driver-sis671-0.9.1-fixed.tar.gz.html

[]s!

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"Se debugar é o processo de remover bugs, programar deve ser o processo de colocá-los." Drupal theme by Kiwi Themes.